devaneios ao entardecer

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O sol já se deitava sobre o mar, pintando de dourado as casinhas da vila de pescadores. Coqueirais esvoaçam suas folhas levados pelo vento. Um jovem de calça dobrada empurrava seu barco em direção ao mar, ajudado pela garota de vestido de chita e cachos soltos ao vento. André vai lançar-se ao mar e Adriana, sua noiva, ficara em casa nos bordados. Mas antes de partir, um beijo.

- Me dê esse bloco e uma caneta aí, filha! - o pedido parecia vindo de longe, mas Caio estava sentado no sofá bem atrás de mim.
- Hã? Hein? É comigo?
- O bloco e uma caneta, por favor.
- Claro, aqui está.

Foi um filmezinho embalado pela música "Carolina". A música acabou e o sonho junto. Cena 2.

A música é "Tipo um Baião". Maricélia nem sente a multidão lhe empurrar. Ela nem percebe que o trio está partindo. O carnaval parou no que o rapaz dos cabelos cacheados pôs sua língua em contato com a dela. A cidade gira bem devagar, gira, rodopia. Mas o beijo acabou. O rapaz lhe sorriu, e sumiu. Maricélia ainda acorda do transe. Nem mesmo teve tempo de puxar-lhe o braço, de dizer-lhe 'fique'. Ela se apaixonou pelo rapaz de cabelos cacheados que desapareceu e deixou em sua boca o gosto de um grande amor.

De uma brincadeira. eu e ela. uma poesia

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Está bem, eu vou embora
Pra onde? Pra longe
para o fim dos meus pesadelos,
para o horizonte dos teus olhos

Não vá!
Mas por que?
Eu preciso, eu peço,
e você, está na cara, não me quer mais aqui.

Mas eu não quero você lá.
Então dê-me a resposta, para onde eu devo ir?
O que você tem contra ficar aqui?
Me acostumei
Então não posso fazer muito além de deixá-la ir


Ela

Suor

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teus lábios
teu beijo
e o suor do teu rosto
o gosto de tua língua
e o calor de teu halito

nua em meus braços
tuas coxas em minhas coxas
e no nó da tua garganta
embaraçado em minhas veias

te sentir
ofegar
respirar no ritmo do teu pulsar
a pressão do teu sangue
a circular nas minhas veias