Maria Elena és tú a minha inspiração

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Maria me chamava de Maria Elena.
O João não a conhece, mas também me chama de Maria Elena.
Maria Elena 'não sou eu. Mas sou. Mas não sou.'
(fazendo minhas as palavras de Daniel)

Maria Elena é uma personagem.
Não Maria Elena de Woody Allen, minha paixão incessante.
Não Maria Elena, o espírito que me atormenta e me guia.
Não a Maria Elena da música de Altemar Dutra.

Maria Elena sou eu.
É tudo em mim.
É a artista louca.
A ninfomaníaca ingênua.

Maria Elena sou eu.
É minha vida.
É meu trabalho.
É minha proposital falta de lucidez.

Maria Elena sou eu.
E ponto final.
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Me agradam temas como a morte, o sexo e a embriaguez.

Me agrada o gozo. Me agrada o sangue. Me agrada o que é lânguido.

 

Me fascina a faca enfiada na carne. Me encanta a frieza de um corpo sem vida.

 

Sim, toda essa morbidez me faz feliz.

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- Não gostei desse filme.
- Por que? - perguntei sem entender. - É tão lindo.
- O final é muito triste. - me respondeu, pesarosa - Ele fica cego...
- A gente tem mania de querer que tudo dê certo nos filmes. Mas a história deles não deixou de ser bonita só por que não teve final feliz.

Ela não me respondeu. E continuamos vendo os comerciais.

Da minha felicidade

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Ontem eu chorei. Chorei mesmo, de quase soluçar. Mas não chorei de tristeza. Pelo contrário. Ontem eu chorei por que estou feliz.
Chorei por que tenho uma família maravilhosa, que mesmo distante não cansa de dizer (e mostrar) o quanto se ama. Tenho pais dedicados e carinhosos; e tenho tios, tias, primas e primos igualmente especiais e que estão sempre ao meu lado. Chorei por que aos 19 anos estou redescobrindo minha família. Conhecendo tios, tias, primos e primas que eu nunca tinha visto antes. Chorei por que já os amo mesmo pouco conhecendo. E por que estamos juntos de novo.
Chorei por que hoje eu não sinto mais aquele medo bobo de mostrar quem eu realmente sou. Sem medo de errar, de mudar de ideia, de quem alguém não goste de mim e esses todos medos normais de adolescente, mas que nem por isso são saudáveis. Hoje me sinto bem livre para defender minhas crenças, para viver meus princípios e para correr atrás dos meus desejos.
Chorei por que vivo cercada de pessoas incríveis. Vi muitos deles essa semana. E ontem, enquanto eu chorava, de alguns eu lembrava, outros eu via. Todas essas pessoas que eu conheci e que são responsáveis por um sentimento bom em mim. Daqueles sentimentos que chegam sem avisar quando os olhos, por acaso, avistam alguém que se gosta.
Chorei por que minha graduação não é um simples curso de faculdade. É o que eu quero para minha vida: viver de arte. Chorei por que eu encontrei. Encontrei aquelas coisas que eu sabia que existiam, mas não conhecia. Por que tudo tá dando certo. E apesar dos trabalhos cansativos (atenção especial para LET43, cujo trabalho eu deveria estar estudando agora) eu estou apaixonada. Eu estou apaixonada. E me divirto ao lembrar (muitos sabem dessa história) de quando fui chamada de louca por trocar a bolsa na unifacs pela esperança de passar para BI de Artes. E se não desse certo, como deu perfeitamente, tentaria de novo e de novo, por que é o que eu realmente quero.


ps. Ontem foi dia do ator. Parabéns à metade dos meus amigos (ou mais). Ontem foi dia do ator, eu vi teatro e a lua estava linda.

Sem medo de parecer clichê

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Ando desejando um romance.
De filme, de livro, de novela.. que seja. Eu quero alguém. Sim, esse querer um alguém das imagens da internet. Esse olhar pra uma foto e sorrir. Imaginar quando verei aquela pessoa novamente. Ficar toda besta se ela aparece, assim por acaso, na minha frente.
Eu quero sonhar com alguém todo dia. E sonhar acordada mesmo, que fica mais bonito.
Sorrir sem motivo. Sim, eu quero me tornar redundante e repetitiva. Eu quero cansar meus amigos com detalhes que lhes pareçem completamente irrelevantes, mas que a mim me enchem de felicidade. Eu quero me desmanchar num abraço. Me perder num beijo. E quero querer que o tempo pare que é só pra não ter que me afastar daquele corpo que será também minha casa.
Eu quero chorar. Chorar com uma música de amor, com filmes românticos e com finais felizes.
Eu quero receber flores. Quero fazer uma loucura ilária, esquecendo a vergonha. Eu quero dividir o pedaço com mais cobertura do bolo. Quero comprar um presente sabendo exatamente o que aquela pessoa que eu tanto amo quer. Quero ver o sorriso nesse rosto e a surpresa ao desembrulhar o papel de presente.
Eu quero alguém pra me apaixonar. Eu quero alguém pra conquistar. O frio na barriga antes de falar pela primeira vez e o riso incontrolável quando/se eu conseguir fazer esse alguém gostar de mim.
Sabe, eu to querendo é querer. Desejar. Amar mesmo. e me jogar no sentimento.
Pro inferno que seja um clichê. Pro inferno que ninguém acredite nisso. Continuo desejando até ele/ela chegar.

no sábado

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e ele dirigia de mãos dadas com a menina.
Quando ele passava a marcha a mão dela ia junto. Depois as mãos voltavam para colo dela.
E começou a tocar 'João e Maria'.
E eu que não sou romântica queria que a carona não acabasse nunca mais.

3 respostas. 3 respostas. 3 respostas. e depois nada.

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    Apaixonada, louca, puta.
    Desaparecida.
     Fingindo que estudo.
   Dançando.

Quem sabe eu morri e vocês nem sabem...
é muita gente pra pouco sonho
.é muito sonho pra pouca gente



Segundas-feiras

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O tempo estava fechado na manhã dessa segunda-feira. Segundas-feiras não deviam ser assim, já são trágicas o suficiente. Talvez eu voltasse tarde pra casa hoje. Pensei nisso algumas vezes durante o fim de semana. E depois pensei em adiar para terça (eu adorava fazer isso). Mas aquela chuva matinal no começo da semana e lembrar que eu tinha que ir aos Barris me deu uma vontade quase irresistível de demorar naquela padaria da esquina tomando um copo grande de café e um pão simples na chapa com bastante manteiga. A nostalgia dos tempos de colégio. O que era bom ali era que embora eu esperasse com ansiedade pelo futuro nada mais importava. E aquele café com pão era uma delícia! Foi mesmo naquela época que aprendi a preferir as coisas simples da vida. Mas aí a chuva passou. E eu repensei tudo o que havia dito antes. Deve ser melhor mesmo deixar para a terça-feira...

impressões sobre o espetáculo de dança II

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Ela expôs toda a minha fraqueza. Seu olhar fixo no meu revelou toda minha de... o que me falta? Nem eu mesma sei. Mas, seja o que for, ela o tem.
Seu domínio das línguas revelou minha total falta de compreensão, minha incoerência.
"Agora eu preciso ficar sozinha", ela disse. E eu esperei um não-sei-o-que por alguns segundos. Quem sabe uma retificação... Mas ela se mantinha impassível com seus olhos duros a mirar os meus. Então saí.
Sem pensar. Sem questionar. Sem expressar meu desejo. Saí.
E uma forte dor tomou conta do meu peito. Mas já era tarde. Eu não podia me render ainda mais. Mesmo que saindo eu estivesse apenas atestando o quão fraca eu sou perante ela. Mesmo que saindo eu estivesse apenas medindo o grau do medo que eu tinha de voltar.
Eu saí. Sem olhar pra trás.

impressões sobre o espetáculo de dança I

Vim ver.

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Abri as janelas e vim ver
Quem o tempo não tinha engolido.
Quem tinha resistido.
Quem ainda tava aqui.

Vim ver os que eu gostava.
Vim ressuscitar meus sorrisos.
Vim ver.

Ver os passantes.
Ver os ficantes.
Ver os correspondentes.
Quem ainda restar.
Vim ver.

Queria ficar.
Não sei se posso.
Não sei se consigo.
Mas nem por isso deixo de vir. De ver.

E, de hora em hora, abro as janelas.
(da casa, da vida e do computador)

Sem título 5

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Da varanda, Hellena o observava. Aquele homem ainda a fascinava. Mas não era mais amor o que sentia. Era o desejo, junto com certa dose de dependência. Lionel era sua droga, se veneno, sua cachaça. Ela gostava de vê-lo. Sentia-se bem sendo arrastada pelo magnetismo daquele homem encantador. Mas o amor que um dia sentira, já havia partido há tempos.
Deu mais um trago no cigarro que queimava entre seus dedos. Sorriu pesarosa. Talvez fosse hora de ir.
- É, talvez seja mesmo hora de ir.. - repetiu em voz alta. Ninguém ouviu.
Mas a voz ecoou pelo quarto e ela voltou a observar o encantador homem no quintal. Era mesmo hora de ir.