Sentou-se a beira da cama. Sorriu. Esse seria um belo dia para o mundo. Seria um dia marcante para Isabel. Levantou-se. Tomou um prolongado banho. Deixou a água escorregar pelo seu corpo esguio. Deliciou-se na maciez da esponja ensopada de seu sabonete favorito. Lavou os cabelos. Secou-se. Preparou o café, com canela, e o segredo especial do potinho laranja. Foi vê-lo no quarto. Ele ainda estava lá, deitado, é claro. Vestiu-se. Bebeu o café. Morreu. Na manhã seguinte a noite em que esfaqueou o marido.

Um comentário:

João Krustin Guimarães disse...

lindo, menina, lindo!