Não morri

Não morri
Algo que poucos imaginaram
Vivifiquei-me em mim
Saberia se estivesse morto
Eu desci

Para o escuro
Pra depois do branco
Onde os vermes comem os decrépitos 
E entulham-se os cadáveres da depressão

Não morri
Eu lhe teria avisado
Eu lhe teria arrastado
Mas não morri
Apenas me enterrei

Me afoguei na lama suja e na agua infectada
Cortei-me com o punhal
Feri, sangrei, chorei, suei
Mas mesmo em pedaços talhados a ferro
Não morri

5 comentários:

Francisco Casa Nova disse...

não sei ao certo por onde começar, na verdade não vou começar por lado nenhum e nem devo, não devo tocar em nada aqui. aqui quero ser apenas tocado e fui, as palavras de agora me tocaram fundo, tão fundo quanto vc foi enterrada!

" ... eu desci
para o escuro
pra depois do branco..."

isto é mt bom, mt mesmo.
vc me surpreendeu e me deixou irrequieto!

João Krustin Guimarães disse...

De vem minha plenitude?

Enfim, comente! Mesmo que seja só dizendo que está ali. Não deixe de comentar. Eu fico muito grato quando alguém perde dez segundos de vida pra me fazer feliz.

eu que agrade, menina.

João Krustin Guimarães disse...

aliás, porque você agradeceu?

João Krustin Guimarães disse...

"Por você."

Como assim?
o que eu tenho de extraordinário?

Mariana das Neves disse...

Mais que bom, sensacional!
São palavras que tocam, despertam o âmago do ser.

"Para o escuro
Pra depois do branco
Onde os vermes comem os decrépitos
E entulham-se os cadáveres da depressão"