Entardecer


Se todos os mares fossem como os teus.
Ah, se todas as ondas brilhassem como as tuas.
Teu balanço, teu descanço,
no amanhecer e quando a noite vem.

Majestosa serenidade no crescer de tuas marés.
O verde de teu gramado
a refletir nos coqueirais.

Não, não quero me banhar.
Quero saborear-te
intocada.
Resplandecente virgem
no balanço que recai sobre tuas pedras imóveis

Menina dos olhos meus,
Nem o mais hábil dos poetas lhe faria justiça.
Por que não há justiça em tanta beleza,
beleza que não se pode ter.
És minha princesa, mas nunca será de ninguém

Encontrei-te em meu desespero,
e me deste paz.
No teu caos, me deste calma.
Na tua calma, me fez sorrir.

Doce entardecer nos olhos teus.
Do dourado, do azul, do roxo e do majestoso.
Morrer de admira-te.
E depois, nada mais poder olhar.
Cegado pela magia das curvas do teu corpo.

3 comentários:

Mari disse...

É o entardecer mais bonito que eu já vi.

Nicolas disse...

Muito bom. Me lembrou o período da literatura romântica. Eu não sou nerd, mas é sério, o lance da virgem intocada, e a atmosfera do entardecer. Ficou muito romântico rs

Thais, The Wanderer disse...

Um brinde a teu poema, moça!
Obrigada pela visita... Fico contente com tuas palavras ao vento!

Belíssimo, belíssimo! Passarei a seguí-la!