Depois, o nada - Para o Nicolas

Estou tremendo
Onde você está?
Onde que não me chama?
Onde que não escuta meus gritos?

Não te vejo
Vejo a tempestade
o sangue
a lama
Beijos seus lábios,
mas
não sinto

Dias se passaram sem que eu os pudesse ver
E à noite,
ando sozinho através dos espinhos
errante,
bêbado
e nu

Voltaram a devorar-me
As raposas,
tigres e leopardos
rasgam minha carne
Arrancam cada pedacinho que há de você em mim
mas não posso morrer

Embora minhas veias e artérias apertem a garganta
e o rins entrem em colapso
mesmo quando meus pulmões se afogarem no sangue
seguirei sendo o mesmo
O mesmo lobo apaixonado.

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